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Prorrogado o mandato da diretoria do ANDES-SN

8º Conad Extraordinário, realizado na última semana, contou com participação de 224 representantes.

O processo eleitoral do ANDES-SN (2018-2020) foi suspenso pela Comissão Eleitoral Central (CEC), em decorrência da pandemia da Covid-19.  Os delegados e as delegadas presentes no Conad votaram pela prorrogação do mandato da atual gestão por um período de até 90 dias, prorrogáveis por até 90 dias. O encontro ocorreu nos dias 30 e 31 de junho, excepcionalmente, de forma virtual.

Durante a última plenária, foram discutidos três Textos de Resolução (TR) sobre os termos em que se dará a prorrogação do mandato da diretoria do ANDES-SN. O primeiro, TR 10, apresentado pela atual gestão, defendeu a prorrogação do mandato (biênio 2018-2020), pelo prazo de até 90 dias, prorrogáveis por até 90 dias, 28 de dezembro. Propôs que a Comissão Eleitoral Central (CEC) seja responsável por refazer o regimento e o calendário eleitoral e que a diretoria convoque um novo Conad Extraordinário, até setembro de 2020, para deliberar sobre o novo regimento e calendário eleitoral. O texto foi aprovado sem modificação.

Outra proposição foi o TR 11, que defendeu ampliação por 90 dias, improrrogáveis, do mandato da atual diretoria. Os docentes que assinaram o texto propuseram a realização de eleições por meio virtual, assegurando normas extraordinárias de disputa, além de garantir um aplicativo que permita uma votação centralizada nacionalmente, com um protocolo que contemple a segurança, a auditagem e a lisura do pleito. Eudes Baima, da Sinduece SSind, um dos sindicalizados que assinaram o TR11, ressaltou a dificuldade do momento atual, ao defender a proposta. As propostas, afirmou Baima, “abrem caminho para sairmos dessa situação difícil em que estamos. A primeira, realizada virtualmente, as nossas eleições, consideramos que não é heresia. O Conad e as assembleias estão sendo realizados virtualmente, o que não tira a legitimidade”

Já o TR 12 propôs que se encaminhe para as seções sindicais a discussão sobre formas de deliberação nas diferentes instâncias do Sindicato, durante o período da pandemia do novo coronavírus, e que se convoque o 9º CONAD Extraordinário, até 30 de agosto de 2020, para tratar dessas novas formas de deliberação. Sugeriu, ainda, que fosse aprovado o adiamento do fim do mandato da diretoria do ANDES-SN até o final do ano de 2020 e que a CEC retomasse os debates entre as chapas concorrentes para a próxima diretoria. Luís Mauro da Adurrj SSind., um dos docentes que assinaram o TR 12, indicou a importância da continuidade do debate sobre as eleições do ANDES, ainda que o calendário esteja suspenso. É necessário “intensificar as lutas e diálogo com a base através da criação de uma web TV que contemple todas as forças política, entidades e espaços para que se expresse, funcione diariamente por cinco meses”, disse.

A plenária do Conad entendeu que a aprovaçào do TR10 acarretava a automática exclusão dos demais TR.

Conjuntura e Movimento Docente. No primeiro dia de debate (30/7) do 8º Conad Extraordinário do ANDES-SN discutiu-se a conjuntura internacional e nacional e o movimento docente diante do cenário imposto nos últimos meses, contexto de crise sanitária intensificada pelo novo coronavírus.

Os ataques do governo Bolsonaro ao longo do último semestre, após o início da pandemia, foram pautados. Entre esses, o desmonte das políticas de meio ambiente, as diversas medidas provisórias favorecendo grandes empresas e atacando direitos trabalhistas. Além disso, também se discutiu a total ausência de uma política nacional de combate à Covid-19 e de assistência à população para que se pudesse efetivar um isolamento social.

Ensino remoto. As delegações das seções sindicais do ANDES pautaram no Conselho o debate sobre o ensino remoto, no primeiro dia do evento. Foram apontados alguns dos interesses do governo e do Capital, por trás da imposição da modalidade de ensino nas universidades públicas, institutos federais e Cefet. Para a plenária, o cenário de pandemia é uma oportunidade de ampliar a educação à distância, aprofundar a precariedade do ensino, intensificar a exploração do trabalho docente e transferir recursos públicos para os grandes conglomerados de tecnologia da informação, que também põem em risco a autonomia informacional das entidades educacionais públicas (Confira o debate realizado pela Adufes sobre plataformas digitais e a vigilância na educação).

Outro aspecto do ensino remoto abordado nas discussões foi seu caráter excludente, imposto em diversas instituições, que ignoram parcela das/dos estudantes, em especial mulheres, negros e negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Foram pautadas, ainda, as diferentes dificuldades materiais e subjetivas da comunidade acadêmica em relação  à modalidade não presencial de ensino durante a pandemia.

Plenária de encerramento. Na plenária final (31), Eblin Farage, secretária-geral do Sindicato Nacional, fez a leitura da Carta do 8º Conad Extraordinário. O documento traz as principais deliberações da atividade nacional. Leia aqui o documento.  Delegada eleita pela Assembleia da Adufes, Junia Zaidan apontou a urgência de que o ANDES “amplie sua combatividade, ousando nas pautas e fortalecendo a unidade de ação com outras organizações da classe trabalhadora”. Diante de uma pandemia que alterou não só o calendário do Sindicato Nacional, mas a vida de todas e todos, a secretária geral da Adufes salientou que “a mobilização pelo Fora Bolsonaro, que vinha sendo construída para a greve de 18 de março, deve ser priorizada, ainda que o enfrentamento jurídico e a atuação na esfera parlamentar também precisem continuar”. Além de Junia Zaidan, a delegação da Adufes também foi composta por Mônica Vermes e Raphael Furtado.

O encontro, com tema único “Prorrogação do Mandato da Diretoria Biênio 2018/2020” aconteceu em plataforma virtual e reuniu 65 delegado(a)s, 133 observadoras/es, sete convidado(a)s e 20 diretoras/es do Sindicato Nacional.

Fonte: Adufes (Com informações Andes-SN)

 

Comunicado da Diretoria da Adufes

A diretoria da Associação dos Docentes da Ufes - Seção Sindical do Andes-SN informa que, em 03 de agosto, recebeu das professoras Marlene de Fátima Cararo, Daniela Zanetti e do Professor Nelson Figueiredo suas cartas de desligamento da diretoria.

O compromisso da gestão "Adufes Propositiva e Plural" com sua base foi firmado a partir da concepção de sindicato, expressa em seu programa, que jamais transige em “(1) atuar com independência em relação à Reitoria, a partidos políticos, instituições religiosas e quaisquer outras instituições, entidades e segmentos; (2) recuperar a proximidade com a base, promovendo formação política e construindo coletivamente a mobilização da categoria; (3) responder à altura aos graves desafios políticos da conjuntura em que vivemos, pautando-nos também pelo comprometimento com a transparência administrativa e financeira”.

A Adufes tem trabalhado para representar a categoria à altura de suas exigências e aflições impostas pela pandemia (vídeo Adufes na Pandemia), tendo seu funcionamento documentado tanto na comunicação cotidiana em seus canais, quanto nas publicações administrativas e financeiras, quais sejam, balancetes, atas de assembleia e atas das reuniões da diretoria.

Nas deliberações sobre as ações que competem à diretoria, franqueia-se o debate, voz e voto a cada um dos seus membros, como, por exemplo nas reuniões de 02 e 06/6 em que decidiu encerrar sua participação provisória no GT Ufes Covid-19; e como nas reuniões de 10/6 e 17/7, quando definiu posição em relação ao ensino remoto, subsidiada pelo debate que tem promovido.

Desde o início da pandemia, o diálogo com a base foi viabilizado em 47 reuniões de departamento, colegiados e conselhos - espaços de escuta que o sindicato preza –bem como em onze plenárias, uma reunião aberta pré-Conad, quinze lives, uma assembleia, uma reunião do Conselho de Representantes (CR) e três reuniões de Grupos de Trabalho (GT). A Adufes construiu com o DCE e o Sintufes a campanha “Ufes contra o ensino remoto: ninguém fica para trás”, em articulação com membros da base, que também atuaram na composição da cartilha sobre o ensino remoto. Externamente à Ufes, a atuação da Adufes também decorre do diálogo com a base e tem se dado através de ações de solidariedade, ligadas à Covid19, de acordo com deliberações do CR.  Politicamente, o sindicato tem se articulado com uma pluralidade de entidades, na luta pela classe trabalhadora, em diversos atos, intervenções, participação em conselhos, fóruns e apoio a greves na Grande Vitória.

Essas ações solicitaram a ampliação dos  canais e estratégias de comunicação, que foram efetivados através da criação de espaço para livre manifestação da categoria no site; da reestruturação e impulsionamento das redes,  com expressivo aumento no número e no engajamento de usuárias/os.

O compromisso da gestão com a independência não prescinde da permanente busca do diálogo, o que se demonstra nos sete ofícios dirigidos à Reitoria, cinco dos quais aguardam resposta. O esforço pelo diálogo com a reitoria também se expressou na solicitação feita pela Adufes ao Prof. Paulo Vargas, em reunião no dia 30 de março, de que realize reuniões mensais com a Adufes, o que também aguarda efetivação.

No que se refere à discussão do ensino remoto como “alternativa” durante a pandemia, a diretoria da Adufes  segue reivindicando, há cerca de 45 dias, efetivo debate com a comunidade acadêmica, condição imprescindível para se pensar em alternativas respaldadas pelo corpo da instituição. Registre-se, nesse sentido, que as enquetes feitas pelo GT Ufes Covid-19 apontam que 57% das/os estudantes e 54,26% das/os docentes são desfavoráveis às atividades não presenciais na graduação. A Pesquisa Adufes, cujos dados serão divulgados em breve, indica que 60% de docentes consideram o ensino presencial insubstituível e 77,8% acham que as decisões tomadas pela Administração Central devem ser amplamente debatidas. Portanto, cumpre reclamar da Reitoria a observância aos subsídios que tem de sua base. Assim tem se pautado a Adufes, não sendo circunstancial a avaliação majoritariamente positiva de 59,25% de docentes em relação à diretoria[1], ainda que 18,51% tenham registrado alguma crítica[2] e outros 22,24% feito registros que não dizem respeito à diretoria[3], em questão formulada na Pesquisa Adufes.

A diretoria da Adufes segue  trabalhando, promovendo espaços de discussão, como a “Plenária da Comunidade Acadêmica da Ufes”, agendada para o dia 7 de agosto, às 15h, que é parte da campanha “Ufes contra o ensino remoto: ninguém fica para trás”. A Reitoria está oficialmente convidada a participar.

Ciente da dimensão da decisão formalizada pelas professoras Marlene de Fátima Cararo, Daniela Zanetti e pelo Professor Nelson Figueiredo, a diretoria da Adufes aprecia o encorajamento dado às/aos colegas para “continuarem engajados na defesa da Adufes e de seus espaços de discussão e deliberação” (leia o comunicado dos ex-membros da diretoria aqui).

 

Vitória – ES, 4 de agosto de 2020.
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[1] Exemplos de respostas registradas: Parabenizo a atual gestão pela competência e pelo engajamento; Vocês estão mais próximos e trazendo o debate necessário. Parabéns!; Estou plenamente satisfeita com a atuação dessa nova diretoria da Adufes.

[2] Exemplos de respostas registradas: Gostaria que quem diverge da Direção não fosse tratado como fascista pelos colegas associados; Importante a Adufes atuar mais como associação do que sindicato; Precisamos do nosso sindicato mais presente no CEUNES, em todas as atividades.

[3] Exemplos de respostas registradas: Muito interessante este instrumento; Sem comentários ou sugestão; #ForaBolsonaroEMourão.

 

Diretoria da Adufes

Gestão Adufes Propositiva e Plural (biênio 2019-2021)

Adufes, Sintufes e DCE realizam plenária virtual com a comunidade universitária nesta sexta, 7

A atividade ocorrerá às 15 horas. O acesso à sala estará aberto a ampla participação no link https://bit.ly/2D7PkwL

Convocada pelas entidades representativas de docentes, técnicos em educação e estudantes da universidade, o encontro tem o intuito de discutir as questões da vida universitária durante a pandemia.

A plenária, que está sendo organizada por Adufes, DCE e Sintufes, faz parte de um conjunto de ações do movimento que, no final do mês de junho lançou a campanha "Ufes contra o Ensino Remoto: ninguém fica para trás!". O grupo tem reivindicado a realização de plenárias, pela Administração Central da Ufes.

De acordo com a secretária geral da Adufes, professora Junia Zaidan, apesar da reivindicação do movimento, a Reitoria não atendeu à solicitação nem tampouco viabilizou o espaço amplo de diálogo. "Por isso, faremos a plenária e convidamos a categoria docente, sindicalizados ou não, além de estudantes e técnicos para participar da atividade".

Ensino remoto. Desconsiderando os questionamentos e solicitações da Adufes e de diversos agentes da comunidade acadêmica, que apontaram a natureza excludente do ensino remoto e a necessidade de franquear o real debate nas bases, a Câmara Central de Graduação aprovou no dia 27, uma proposta de resolução a ser encaminhada ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) sobre a retomada virtual das atividades de ensino. O documento recomenda a criação de um período letivo especial, adotando-se o modelo de Ensino-Aprendizagem Remoto Temporário e Emergencial (Earte), com início em 1º de setembro e duração de 15 semanas.

Para a presidenta da Adufes, Ana Carolina Galvão, ainda que a Ufes conseguisse garantir para todas e todos as condições técnicas para participação nas aulas remotas, isso por si só não garante educação de qualidade. Ela destaca que “a Reitoria tem antecipado suas decisões e preterido o diálogo democrático com a comunidade acadêmica”, criticou Ana, dizendo que a prioridade do momento deveria ser a defesa da vida.

Fonte: Adufes

 

ANDES